Obras do Aeroporto de Concórdia

História das obras do Aeroporto de Concórdia: da primeira pista ao novo ciclo de revitalização

Após 70 anos da abertura do Aeroporto de Concórdia, poucas pessoas ainda sabem como ele surgiu.

Aeroporto de Concórdia - Aeroporto de grama

O Aeroporto Municipal Olavo Cecco Rigon não nasceu pronto. Sua infraestrutura foi construída, ampliada, pavimentada, reformada e adaptada ao longo de mais de sete décadas, acompanhando diferentes momentos da história econômica e urbana de Concórdia.

A trajetória do aeroporto começa na década de 1950, diretamente relacionada ao crescimento da Sadia e à necessidade de conectar o município aos grandes centros brasileiros. Depois vieram a pavimentação da pista, os convênios de manutenção, a modernização para operações noturnas, as reformas do terminal e, mais recentemente, os projetos de recapeamento, cercamento perimetral e implantação de um novo sistema PAPI.

Este levantamento diferencia rigorosamente uma obra concluída de um projeto, anúncio, licitação ou investimento que não chegou a ser executado. Essa separação é essencial para compreender o que realmente mudou no Aeroporto de Concórdia ao longo do tempo.

Antes do aeroporto: Concórdia ainda não possuía um campo de pouso estruturado

Em 1954, Concórdia ainda não contava com um aeroporto formalmente estruturado. Relatos sobre um pouso de emergência ocorrido naquele período ajudam a demonstrar a inexistência de uma infraestrutura aeroportuária consolidada.

A situação começou a mudar rapidamente devido às necessidades logísticas da Sadia. A empresa precisava transportar produtos perecíveis, documentos, técnicos, diretores e passageiros entre Concórdia e os principais centros econômicos do país.

O transporte aéreo permitia reduzir drasticamente o tempo de deslocamento em uma época em que as ligações rodoviárias eram lentas, precárias e frequentemente afetadas pelas condições climáticas.

Já em janeiro de 1955, registros fotográficos mostram a chegada a Concórdia de um Douglas DC-3 vindo de São Paulo. A imagem confirma que, naquele momento, já existia uma área capaz de receber aeronaves de porte relevante.

Isso não significa que toda a infraestrutura estivesse concluída. O mais provável é que o campo de pouso tenha sido implantado progressivamente, conforme as operações aéreas aumentavam.

O projeto de uma estação aeroportuária para a Sadia

Em 1956, o arquiteto Rino Levi elaborou um projeto denominado “Estação do Aeroporto de Concórdia para Sadia S.A.”.

O registro, preservado no acervo da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, demonstra que a Sadia pretendia dotar o campo de pouso de uma estrutura arquitetônica própria para apoiar as operações.

O projeto é uma evidência histórica de grande importância. Entretanto, sua existência não comprova, isoladamente, que o edifício tenha sido construído integralmente conforme as plantas originais. Para confirmar a execução exata seriam necessários contratos, fotografias identificáveis da construção, notas fiscais, relatórios ou documentos de conclusão.

O que está claro é que, em meados da década de 1950, o campo de pouso já havia se tornado uma infraestrutura estratégica para a empresa e para o desenvolvimento de Concórdia.

Como funcionava o aeroporto antes do GPS

Nas primeiras décadas de funcionamento, a navegação aérea dependia de uma estrutura muito diferente da atual.


Não existiam GPS, mapas digitais, sistemas automatizados de navegação ou informações meteorológicas transmitidas em tempo real aos pilotos como ocorre hoje.


O aeroporto contava com equipamentos de radiocomunicação e observação meteorológica. A equipe em solo mantinha contato por rádio com as aeronaves, informando:

  • localização aproximada do campo;
  • condições do vento;
  • direção recomendada para o pouso;
  • visibilidade;
  • situação da pista;
  • condições meteorológicas locais.


A estação de rádio e meteorologia era, portanto, parte essencial da segurança operacional. Em regiões com relevo acidentado e mudanças rápidas no tempo, como o Oeste catarinense, essas informações podiam determinar se um pouso seria realizado, adiado ou cancelado.

A primeira grande transformação: a pavimentação da pista e do pátio

A primeira grande obra de engenharia plenamente documentada começou em 10 de agosto de 1981. Naquela data foi firmado um convênio entre:


  • Ministério da Aeronáutica;
  • Governo do Estado de Santa Catarina;
  • Município de Concórdia.


O objetivo era executar obras e serviços de engenharia para a pavimentação da pista de pouso e do pátio de estacionamento de aeronaves.


O empreendimento foi inicialmente estimado em Cr$ 51 milhões, considerando preços de junho de 1981.


A publicação oficial do convênio ocorreu em abril de 1982. Poucos dias depois, foi divulgado o Contrato de Empreitada STO-002/82.


A empresa responsável pela obra

A contratada foi:

AZTTO S.A. — Engenharia e Empreendimentos

O contrato previa:

  • terraplenagem complementar;
  • pavimentação;
  • obras complementares no aeroporto.


O valor publicado foi de Cr$ 66.946.790,00, com prazo de 180 dias úteis contado a partir da primeira ordem de serviço.


Em maio de 1982, um engenheiro civil do Departamento de Estradas de Rodagem de Santa Catarina foi formalmente designado para fiscalizar os trabalhos.


Em 16 de abril de 1984, o Governo do Estado constituiu uma comissão para receber as “obras executadas” no Aeroporto de Concórdia. Outra portaria, publicada no fim daquele mês, alterou a composição da comissão de recebimento.


A documentação permite concluir com segurança que:

A primeira pavimentação da pista e do pátio foi contratada em 1982 e estava executada até abril de 1984.

Ainda não foi localizado o dia exato em que o revestimento foi aplicado ou o termo definitivo de entrega da obra.

A manutenção passa a ser formalizada por convênios

Em 25 de abril de 1985, o Município autorizou um convênio com o V Comando Aéreo Regional para a execução de serviços de manutenção e segurança no aeroporto.


No ano seguinte, em 30 de junho de 1986, uma nova lei autorizou outro convênio com o V COMAR para a manutenção da infraestrutura aeroportuária.


Esses instrumentos demonstram que a conservação não era uma atividade eventual. Depois da pavimentação, tornou-se necessário manter continuamente:

  • pista;
  • pátio;
  • instalações operacionais;
  • equipamentos;
  • áreas de segurança;
  • edificações;
  • controle patrimonial.


O conteúdo integral dos planos de trabalho desses convênios ainda não foi localizado em qualidade suficiente para individualizar cada serviço realizado.


Mesmo assim, as leis comprovam que a manutenção do aeroporto foi institucionalizada logo após a primeira pavimentação.

A manutenção cotidiana que quase nunca aparece nas notícias

A falta de grandes contratos digitalizados entre o fim dos anos 1980 e a década de 1990 não significa que o aeroporto tenha permanecido sem intervenções.


Para que um aeródromo continue operando, são necessários trabalhos permanentes, mesmo quando não há uma grande inauguração.


Entre os serviços normalmente indispensáveis estão:

  • roçada da faixa de pista;
  • controle da vegetação;
  • limpeza do pátio;
  • desobstrução de drenagens;
  • pintura e sinalização;
  • conservação da biruta;
  • reparos localizados no pavimento;
  • manutenção das instalações elétricas;
  • conservação do terminal;
  • vigilância;
  • reparo de cercas e portões;
  • controle de animais na área operacional.


A documentação municipal posterior confirma a existência de responsabilidades relacionadas à segurança, limpeza, conservação e verificação das condições da pista. Porém, os registros digitais disponíveis ainda não permitem datar cada roçada, pintura ou reparo realizado naquele período.

Projetos estaduais e investimentos que não chegaram a se transformar em obras

Entre o fim da década de 1990 e meados dos anos 2000, o Aeroporto de Concórdia apareceu em diferentes programas e documentos orçamentários do Governo de Santa Catarina.


As ações mencionavam termos como:

  • adequação da infraestrutura;
  • melhoria da segurança;
  • alargamento da pista;
  • cercamento;
  • aquisição de equipamentos;
  • melhoria das condições operacionais.


É importante compreender que a inclusão de uma ação no orçamento não significa que a obra foi executada.


O exemplo mais claro ocorreu em 2005. Um projeto estadual denominado “Adequação da infraestrutura do Aeroporto de Concórdia” apresentava R$ 4,901 milhões autorizados.


No entanto, o relatório do Tribunal de Contas de Santa Catarina registrou:

Execução financeira: R$ 0,00.

Portanto, não houve uma obra de R$ 4,9 milhões naquele exercício. O recurso apareceu na programação orçamentária, mas não foi efetivamente aplicado.


Nesse mesmo período também foram registrados investimentos em terraplenagem e pavimentação da estrada de acesso ao aeroporto. Essas intervenções melhoraram a acessibilidade, mas devem ser separadas das obras realizadas dentro do sítio aeroportuário.

A grande modernização inaugurada em 2010

A segunda grande transformação da infraestrutura ocorreu em 15 de dezembro de 2010, quando o Município inaugurou um amplo conjunto de melhorias. O pacote incluiu:


  • balizamento luminoso;
  • iluminação da pista;
  • pintura e sinalização horizontal;
  • instalação física de equipamentos de PAPI;
  • farol rotativo;
  • birutas;
  • reforma do terminal de passageiros;
  • ampliação ou reorganização do estacionamento;
  • cercamento da área aeroportuária.


O investimento total divulgado foi de aproximadamente R$ 1.408.793,04, formado por:

  • R$ 990 mil do Governo de Santa Catarina;
  • R$ 418.793,04 de contrapartida municipal.


Algumas notícias da época afirmaram que Concórdia estava “inaugurando” o aeroporto. Historicamente, a expressão mais correta seria reinauguração ou inauguração das melhorias, pois o campo de pouso já existia e operava havia mais de cinco décadas.


O PAPI instalado em 2010 nunca entrou oficialmente em operação

O PAPI é um sistema visual que mostra ao piloto se a aeronave está acima, abaixo ou na rampa correta de aproximação para o pouso. As notícias de 2010 informaram que equipamentos desse sistema haviam sido instalados no Aeroporto de Concórdia.

Entretanto, um Estudo Técnico Preliminar elaborado pelo Município em 2026 revelou o que realmente aconteceu. Segundo o documento, havia no aeroporto:

  • dutos;
  • cabeamentos;
  • equipamentos do antigo PAPI.


Porém, o sistema:

  • nunca foi operacionalizado;
  • nunca foi homologado;
  • não recebeu validação técnica ou regulatória;
  • não possuía documentação válida;
  • não atendia às normas atuais;
  • encontrava-se tecnologicamente defasado.


Portanto, o registro histórico correto é:

Em 2010 houve a instalação física de infraestrutura e equipamentos de PAPI, mas o sistema nunca se tornou um auxílio visual oficialmente operacional e homologado.

Essa diferença entre instalação e operação é fundamental. Um equipamento aeroportuário não pode ser utilizado oficialmente apenas porque foi colocado no local. Ele precisa ser testado, inspecionado, validado e publicado nos documentos aeronáuticos.


A autorização para voos noturnos só veio depois

A instalação do balizamento em 2010 não tornou o aeroporto automaticamente apto para operações noturnas.


Em junho de 2013, a Agência Nacional de Aviação Civil realizou uma vistoria no Aeroporto de Concórdia. Naquele período também ocorreram alterações e renovações no cadastro oficial do aeródromo.


A autorização efetiva para voos noturnos foi confirmada somente em 17 de janeiro de 2014.

A sequência correta é:

  • 2010: inauguração da infraestrutura física;
  • 2013: vistoria e regularização;
  • 2014: autorização para pousos e decolagens noturnos.


A homologação noturna não significa que o antigo PAPI estivesse funcionando. O próprio estudo municipal de 2026 confirmou que ele nunca entrou em operação.


Projetos ambiciosos que não foram executados

Em 2015, foi anunciado um novo projeto para o aeroporto. Entre as propostas estavam:

  • ampliação do terminal para aproximadamente 600 metros quadrados;
  • alargamento da pista de 18 para 30 metros;
  • novas adequações de infraestrutura.


Essas obras não foram comprovadas como executadas.


O cadastro aeronáutico atual continua apresentando a pista com 1.480 metros de comprimento por 18 metros de largura, demonstrando objetivamente que o alargamento para 30 metros não ocorreu.


O projeto deve ser registrado como uma tentativa de expansão que não chegou a se materializar.


Reparos e restabelecimento das operações em 2016

Em janeiro de 2016, problemas na infraestrutura provocaram uma restrição operacional comunicada por meio de NOTAM, aviso oficial utilizado na aviação para informar alterações ou riscos temporários.


Depois de reparos realizados pelo Município, a normalização foi comunicada à autoridade aeronáutica, o aviso foi retirado e os pousos e decolagens noturnos voltaram a ser permitidos.


A documentação disponível confirma:

  • ocorrência de um problema operacional;
  • realização de manutenção corretiva;
  • comunicação à autoridade aeronáutica;
  • restabelecimento das operações.


A fonte pública localizada não detalha quais componentes foram danificados, a causa exata, o valor ou a empresa responsável pelos reparos. Por isso, não é adequado atribuir o episódio a vandalismo, furto ou falha elétrica sem documentação adicional.


Cercas, câmeras e segurança patrimonial

Em 2017, foram apresentadas indicações na Câmara Municipal relacionadas à segurança do aeroporto. As solicitações incluíam:

  • instalação de câmeras de vigilância;
  • melhoria do alambrado;
  • reparos ou reforço do cercamento perimetral.


Esses registros demonstram que a proteção patrimonial e o controle de acesso já eram motivos de preocupação alguns anos após a modernização de 2010.

As indicações parlamentares, porém, não comprovam que as intervenções tenham sido efetivamente realizadas.


Também foram registrados, em 2018 e 2022, pedidos de manutenção e tapa-buracos na estrada de acesso ao aeroporto.


Mudanças na responsabilidade pela administração e manutenção

Em 2017, a União delegou ao Estado de Santa Catarina a exploração do Aeroporto de Concórdia. O instrumento atribuía responsabilidades relacionadas a:


  • administração;
  • operação;
  • manutenção;
  • reforma;
  • expansão;
  • conservação da infraestrutura.


Em janeiro de 2020, o Estado delegou a exploração do aeroporto ao Município de Concórdia.


Essa mudança é essencial para compreender por que a Prefeitura passou a aparecer diretamente como responsável pelas licitações e pelos investimentos mais recentes.

Delegações administrativas não são obras físicas, mas determinam quem deve conservar a pista, contratar serviços, manter os equipamentos e planejar novas intervenções.


A licitação de 2019 para reformar o terminal e a sala de controle

Em junho de 2019, a Prefeitura publicou a Tomada de Preços nº 7/2019-PMC. O objeto era contratar empresa de engenharia para:

  • reformar o terminal de embarque de passageiros;
  • reformar a sala de controle;
  • fornecer materiais;
  • executar a mão de obra.


A publicação do edital está comprovada.

Entretanto, não foram localizados nas bases digitais consultadas:


  • resultado definitivo;
  • empresa vencedora;
  • contrato;
  • ordem de serviço;
  • medições;
  • termo de recebimento;
  • notícia da conclusão.


Por isso, essa intervenção deve aparecer no histórico como:

Obra licitada, mas com execução ainda não comprovada documentalmente.

Conservação e baixa utilização entre 2020 e 2023

Uma reportagem publicada em 2021 descreveu o aeroporto como utilizado principalmente por:


  • aeronaves privadas;
  • transporte aeromédico;
  • usuários dos hangares.


O texto apontava a modernização de 2010 como o último grande investimento conhecido.


Isso não significa que nenhuma manutenção tenha ocorrido depois. Serviços como roçada, energia, limpeza, vigilância, pequenos reparos e conservação predial podem ser executados rotineiramente sem grande divulgação pública.


Em 2022, o Município incorporou ao planejamento urbano as áreas integrantes da Zona de Proteção do Aeroporto. A medida passou a controlar edificações, alturas, uso do solo e obstáculos no entorno do aeródromo.


Em 2023, foi criado o Conselho Aeroportuário de Concórdia, fortalecendo a estrutura de governança e acompanhamento da infraestrutura.


Também foram realizados processos relacionados à permissão de uso do hangar municipal, envolvendo a gestão e conservação do patrimônio aeroportuário.


O novo ciclo de revitalização começa em 2024 e 2025

A partir de 2024, começou a ser estruturado um novo ciclo de investimentos.


Um convênio estadual foi direcionado ao cercamento perimetral. Em 2025, o Governo de Santa Catarina anunciou e formalizou R$ 3,6 milhões para a revitalização do Aeroporto de Concórdia.


O foco principal divulgado foi a recuperação do pavimento, envolvendo fresagem e recapeamento da pista.


Antes de contratar a obra, porém, o Município precisava conhecer a situação real do pavimento e definir tecnicamente qual solução deveria ser aplicada.


Uma pista aeroportuária não pode ser recuperada apenas com uma camada genérica de asfalto. É necessário avaliar:


  • trincas e deformações;
  • resistência estrutural;
  • drenagem;
  • condições do solo;
  • tipo e peso das aeronaves;
  • espessura necessária;
  • compatibilidade com as normas da aviação civil;
  • sinalização e geometria final.


Hevis Engenharia vence o projeto executivo do recapeamento

Em 2026, a Prefeitura realizou a Concorrência Eletrônica CCE nº 1/2026 para elaborar o projeto executivo completo de recuperação da:


  • pista de pouso e decolagem;
  • área de estacionamento de aeronaves;
  • taxiways.


A empresa vencedora foi:

Hevis Engenharia Ltda.

O valor estimado era de R$ 455.450,90. A contratação foi homologada em 7 de maio de 2026, por:

R$ 364.360,72

O projeto deverá incluir:


  • levantamento topográfico;
  • diagnóstico do pavimento;
  • mapeamento de defeitos;
  • sondagens e ensaios;
  • avaliação estrutural;
  • análise da aeronave crítica;
  • dimensionamento do recapeamento;
  • projeto de sinalização;
  • orçamento;
  • cronograma;
  • documentos para a futura licitação.


A Hevis Engenharia não foi contratada para executar o novo asfalto. Sua função é produzir o projeto que definirá tecnicamente a obra.

Até 21 de julho de 2026, ainda não havia empresa contratada para executar a fresagem e o recapeamento físico da pista.


A nova tentativa de recuperar o cercamento perimetral

O Município também abriu o Pregão Eletrônico PCE nº 25/2026 para:


  • retirada de cercas deterioradas;
  • reforma do cercamento existente;
  • colocação de novos pilares e telas;
  • fornecimento de materiais e mão de obra.


O valor estimado foi de R$ 1.418.341,24.

O processo passou por impugnações, classificações provisórias, cancelamentos e reversões.


A Engecon Instalações Elétricas chegou a aparecer em primeiro lugar, mas os resultados relacionados à empresa foram posteriormente cancelados.


Em 21 de julho de 2026, a Engetela Comércio e Serviços aparecia como arrematante provisória, com proposta aproximada de R$ 1.169.858,40, ainda sujeita à análise documental.


Na data de fechamento deste levantamento:

Não havia vencedora definitiva, adjudicação final ou contrato comprovado para o cercamento.

Paim Rádio vence a contratação do novo PAPI

A terceira frente do ciclo atual é a implantação de um novo Sistema Indicador de Percurso de Aproximação de Precisão.

A Concorrência Eletrônica CCE nº 3/2026 foi vencida pela:

Paim Rádio Ltda. ME

O valor estimado era de R$ 790 mil, e o resultado foi homologado em 6 de julho de 2026, por:

R$ 697.500,00

A contratação inclui:

  • elaboração do projeto executivo;
  • levantamentos topográficos;
  • análise de obstáculos;
  • fornecimento de quatro unidades ópticas;
  • obras civis;
  • infraestrutura elétrica;
  • instalação;
  • alinhamento;
  • comissionamento;
  • inspeção em voo;
  • parecer do DECEA;
  • homologação da ANAC;
  • publicação oficial nos documentos aeronáuticos.


O novo PAPI deverá ser instalado somente depois da conclusão do recapeamento.


Isso ocorre porque o nível final do pavimento interfere diretamente na posição, na altura e no ângulo do sistema. Instalar o equipamento antes da recuperação da pista poderia provocar retrabalho e comprometer sua homologação.


Portanto, em julho de 2026, a contratação estava homologada, mas o novo PAPI ainda não estava instalado ou operacional.